Há 18 anos que Inês Moreira faz parte da DaVita Portugal. Ao longo deste percurso, como nutricionista e, atualmente, Coordenadora de Nutrição, foi acompanhando doentes, equipas e histórias que acabaram também por transformar a forma como olha para a sua profissão e para a vida. Hoje, quando pensa naquilo que a motiva a continuar, a resposta está nas pessoas e na possibilidade de fazer a diferença no seu dia a dia.
“Saber que posso fazer a diferença no dia a dia de alguém é o que me dá motivação para acordar todos os dias.” Para Inês, a profissão passa muito por transmitir conhecimento e ajudar a transformar, para melhor, os hábitos das pessoas. É um trabalho que exige conhecimento técnico, mas também capacidade de ouvir, compreender e encontrar estratégias que façam sentido para cada pessoa.
É precisamente aí que encontra uma das maiores fontes de orgulho no seu trabalho: ver o impacto concreto daquilo que fazem. Quando conversa com doentes ou cuidadores e, através de estratégias práticas, consegue ajudar a conciliar os seus hábitos alimentares com a abordagem dialítica, sabe que está a contribuir diretamente para melhorar o tratamento e o bem-estar de quem acompanha. “Dá-me um orgulho enorme quando conseguimos, através do nosso trabalho, melhorar diretamente o tratamento e o bem-estar dos doentes.”
Ao longo de 18 anos são muitas as histórias que guarda com carinho, mas há duas que permanecem particularmente presentes. A primeira aconteceu depois de um doente ter tido alta na sequência da amputação de um membro. Na clínica estava preparada uma atividade de educação alimentar e, apesar do momento difícil que atravessava, o doente participou. No final, disse a Inês que tinha “ganho o Euromilhões” naquele dia porque o tinham feito voltar a sorrir.
A frase ficou. Mais do que uma memória, tornou-se uma espécie de princípio orientador. “Essa frase tornou-se a minha máxima diária.” Porque, para Inês, cuidar também é isto: encontrar formas de devolver um sorriso, criar momentos de proximidade e lembrar que, por detrás de cada tratamento, existe uma pessoa com uma história, emoções e desafios muito próprios.
A segunda memória é mais recente e está relacionada com um reconhecimento recebido na DaVita. Ao receber o prémio, teve a oportunidade de agradecer publicamente aos colegas e aos doentes que fazem parte do seu percurso e que, todos os dias, a desafiam a ser uma profissional melhor. Foi um momento especial, não apenas pelo reconhecimento individual, mas sobretudo pelas pessoas que estão por detrás dele.
“Quando recebemos um reconhecimento, nunca o sentimos verdadeiramente como nosso. É também de todos aqueles que trabalham connosco e que nos ajudam a crescer.”
Ao longo destes anos, também Inês mudou. Mudou a sua forma de ver a vida, desenvolveu competências de comunicação e organização e aprendeu a definir prioridades com maior rigor e clareza. Mas talvez uma das maiores transformações tenha sido perceber que o conhecimento só ganha verdadeiro significado quando consegue chegar às pessoas e transformar-se em algo útil no seu quotidiano.
Na DaVita, esse impacto acontece muitas vezes para além da Nutrição. Como nutricionista na unidade e enquanto responsável pela coordenação de uma equipa, Inês Moreira conhece profundamente os doentes que acompanha. Conhece as suas necessidades, os seus desafios e, muitas vezes, aspetos da sua vida que ultrapassam as questões estritamente nutricionais. Essa proximidade permite-lhe assumir também um papel de ligação com os restantes elementos da equipa clínica.
“Conhecemos os doentes muito bem, muitas vezes além das questões estritamente nutricionais, e funcionamos como um elo de ligação vital para o resto da equipa clínica.” É nessa proximidade que encontra uma das dimensões mais importantes do seu trabalho: contribuir para a humanização dos cuidados e garantir que a pessoa é sempre vista como um todo.
Quando pensa no que torna a DaVita um lugar especial para trabalhar, identifica duas razões. A primeira são as pessoas, que considera serem a peça essencial da organização e aquilo que define o ambiente vivido no dia a dia. A segunda é a missão e os valores da DaVita, com os quais se identifica profundamente. “A dedicação de Cabeça, Coração e Mãos à nossa causa é o que nos move todos os dias.”
É também esse espírito que gostaria de transmitir a quem está agora a iniciar funções na DaVita. Para Inês, é importante conhecer verdadeiramente a organização, compreender o seu espírito e a sua missão e ter um processo de integração sólido. Mas, acima de tudo, é essencial chegar com espírito aberto e colocar a humanização dos cuidados no centro de todas as decisões.
“Devemos colocar sempre a humanização dos cuidados como o pilar central de todas as ações.” É uma ideia que atravessa todo o seu percurso e que encontra expressão nas pequenas coisas: numa conversa, numa explicação, numa estratégia alimentar adaptada à realidade de cada doente ou, simplesmente, na capacidade de fazer alguém voltar a sorrir.
Fora do contexto profissional, é junto da família que encontra a energia para continuar. O marido e a filha Amélia, de três anos, ocupam um lugar central na sua vida e são também a sua maior fonte de alegria. Quando pode escolher o cenário ideal para desligar, prefere a praia, de preferência no inverno, a fazer surf ou num piquenique. Gosta ainda de ler, praticar exercício físico e ouvir podcasts que a façam parar, pensar e refletir.
Depois de 18 anos, olha para o caminho percorrido como uma jornada exigente, mas profundamente gratificante. Foram anos de desafios, aprendizagens e superações, mas também de momentos que deram sentido a cada etapa. E é precisamente essa combinação que melhor resume a sua experiência na DaVita.
“Uma jornada de 18 anos tão desafiante quanto gratificante. O caminho até aqui foi e ainda é muito exigente e cheio de superações, mas a dureza do percurso é totalmente recompensada pelo privilégio de ver o sorriso dos doentes e das equipas com quem trabalho todos os dias.”

